Ilha de Paquetá: o que fazer, como chegar e por que visitar esse refúgio do Rio
A Ilha de Paquetá é um daqueles destinos que parecem suspensos no tempo. Localizada na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, ela oferece uma experiência única de tranquilidade, charme histórico e contato com a natureza — tudo isso a poucos quilômetros do centro da cidade.
Neste guia completo, você descobre como chegar à Ilha de Paquetá, o que fazer por lá, onde comer, se é possível tomar banho de mar, como é morar na região e por que esse pedacinho do Rio continua encantando moradores e turistas em todas as épocas do ano. Boa leitura!
Onde fica a Ilha de Paquetá?
A Ilha de Paquetá pertence ao município do Rio de Janeiro e está situada dentro da Baía de Guanabara, entre a zona norte carioca e o município de Magé. Embora esteja isolada por água, ela fica a apenas 15 km do centro do Rio, com fácil acesso por barcas saindo da Praça XV.
Com pouco mais de 1,2 km², a ilha não tem tráfego de carros convencionais. As ruas são ocupadas por pedestres, bicicletas, charretes elétricas e pequenos veículos autorizados. Essa ausência de carros contribui para o clima de sossego, segurança e desaceleração que marca a experiência de quem visita ou mora por lá.
Como chegar à Ilha de Paquetá?
A forma mais comum de chegar à Ilha de Paquetá é pelo transporte público aquaviário. O trajeto é feito por barcas que saem da Praça XV, no centro do Rio, com viagens regulares. A travessia dura cerca de 60 minutos.
Principais informações sobre a barca para Paquetá:
- partida: Estação das Barcas da Praça XV (Centro do Rio);
- tempo de travessia: aproximadamente 1h
- horários: de segunda a domingo, inclusive feriados (consulte no site Barcas Rio);
- tarifa comum: em torno de R$ 4,70 (valor pode variar)
Em alguns dias da semana, há também uma linha especial saindo da Ilha do Governador. Bicicletas são permitidas na barca sem custo extra.
O que fazer na Ilha de Paquetá: principais atrações
Apesar de pequena, a Ilha de Paquetá tem muitos pontos turísticos e atividades interessantes para quem deseja passar um dia inteiro ou até o fim de semana por lá. Veja os destaques:
1. Fazer um passeio de bicicleta
A melhor forma de explorar a ilha é pedalando. Logo na saída da barca, você encontra bicicletários públicos e opções de aluguel. O circuito ao redor da ilha tem pouco mais de 8 km, com trajeto plano, ideal para toda a família.
2. Conhecer a Pedra da Moreninha
Um dos cartões-postais da ilha, a Pedra da Moreninha fica às margens da praia de mesmo nome e oferece uma vista deslumbrante da Baía de Guanabara. É um dos melhores lugares para assistir ao pôr do sol.
3. Curtir as praias
Apesar da fama de águas poluídas da baía, a qualidade da água em Paquetá tem melhorado com os anos. Em dias secos, é possível ver banhistas aproveitando praias como:
- Praia da Moreninha;
- Praia da Guarda;
- Praia José Bonifácio;
Ainda assim, é sempre bom consultar os boletins de balneabilidade do INEA (Instituto Estadual do Ambiente) para verificar se o mar está próprio para banho.
4. Visitar o Parque Darke de Mattos
Com vista para a baía e trilhas sombreadas, o parque é perfeito para piqueniques, caminhadas e descanso sob as árvores. Tem também um coreto, espaços culturais, brinquedos para crianças e uma bela escadaria de pedra que leva até mirantes naturais.
5. Conhecer o Cemitério de Pássaros
Paquetá abriga um pequeno cemitério simbólico onde crianças da ilha enterram pássaros que encontram mortos. Criado nos anos 1980, o espaço é uma curiosidade local e símbolo da relação afetuosa entre moradores e a natureza.
6. Visitar a Árvore de João Torto
Trata-se de um antigo baobá que teria sido plantado no século XIX. A árvore é enorme, tem tronco oco e é envolta por lendas locais. Fica perto da Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte, outro ponto turístico da ilha.

Onde comer em Paquetá
A gastronomia local é simples e saborosa, com destaque para frutos do mar, pratos caseiros e doces artesanais. Algumas opções tradicionais:
- Zeca’s Paquetá: conhecido pelos petiscos, tem ótimo custo-benefício e pratos típicos brasileiros;
- Cantina Vira Canto: excelente opção para quem procura um ambiente familiar. O destaque vai para os pratos com peixe fresco;
- Galetinho da Ilha: restaurante especializado em comida caseira com bom custo-benefício
- Nonna Per Heaven: para quem gosta de culinária italiana, o Nonna tem opções de massas e pizzas.
Além disso, muitos visitantes preferem levar comidinhas e fazer piquenique nas áreas gramadas próximas às praias. E, nos fins de semana, é comum encontrar diversas opções de comida de rua, como carrinhos de churros, milho e açaí.
Paquetá é boa para banho de mar?
Essa é uma dúvida comum. Embora a ilha esteja na Baía de Guanabara, historicamente associada à poluição, algumas praias de Paquetá têm apresentado melhoria na qualidade da água, especialmente após longos períodos sem chuvas.
O INEA publica boletins de balneabilidade, informando quais trechos estão próprios para banho. Ainda assim, muitas pessoas aproveitam a praia apenas para caminhar, relaxar na areia ou praticar esportes aquáticos leves, como caiaque.
Dá para passar o fim de semana em Paquetá?
Sim! Embora a maioria dos visitantes vá e volte no mesmo dia, também é possível se hospedar na ilha. Há algumas pousadas simples, campings e quartos para temporada, especialmente na alta temporada.
A Ilha de Paquetá costuma ter um clima mais animado nos fins de semana e feriados, com feiras de artesanato, shows na praça e eventos culturais. Mesmo assim, o ambiente segue tranquilo, ideal para quem busca desacelerar.
Vale a pena conhecer a Ilha de Paquetá?
Se você procura um bate-volta tranquilo no Rio de Janeiro, com cara de interior e cheio de charme, Paquetá é uma excelente escolha. A ilha agrada quem ama natureza, história, cultura e descanso — tudo isso sem sair da cidade maravilhosa.
Antes de ir, prepare a bicicleta, o protetor solar e o celular para fotos incríveis. A Ilha de Paquetá vai te surpreender com sua simplicidade e beleza!

A história da Ilha de Paquetá
A Ilha tem uma rica história que remonta aos tempos pré-coloniais. Antes da chegada dos europeus, o local era habitado pelos indígenas Tamoios, que chamavam a região de “Paquetá”, que significa “muitas pacas” em Tupi, referindo-se à abundância desse animal na ilha.
A região foi ocupada pelos franceses ainda antes da fundação da cidade do Rio de Janeiro e ganhou ainda mais notoriedade por ter sido um refúgio do Rei de Portugal, Dom João VI, no período em que a família real visitou o Brasil, e abrigou José Bonifácio, conhecido como o Patriarca da Independência.
Ainda na época do Império, um dos fatores que ajudou a popularizar a região foi o funcionamento regular da linha de barcas a vapor.
Durante a Revolta da Armada – um movimento de rebelião promovido por unidades da Marinha do Brasil contrárias aos primeiros governos republicanos do país, em 1893 – a Ilha de Paquetá foi ocupada pelos marinheiros sublevados.
E, graças a sua importância, desde 1999, a Ilha de Paquetá foi transformada em Área de Proteção do Ambiente Cultural.
Como é morar na Ilha de Paquetá?
Morar em Paquetá é viver uma rotina diferente do restante do Rio. Sem carros e sem barulho de buzinas, o ritmo da ilha é calmo. A maioria dos moradores trabalha na própria ilha ou se desloca de barca até o continente.
O custo de vida é relativamente mais baixo do que em outros bairros cariocas, mas há limitações: o comércio é reduzido, escolas e serviços públicos são básicos e muitos produtos dependem do transporte por barco.
A segurança, no entanto, é um ponto alto. A ilha tem índices baixos de criminalidade e uma forte rede de convivência entre os moradores.
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